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Chefes de esquema que usava Foz do Iguaçu para contrabandear insumos e fabricar falsos emagrecedores são presos no Paraguai
Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF
Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya, e Jeferson Oliveira do...
12/08/2026 12:31
Chefes de esquema que usava Foz do Iguaçu para contrabandear insumos e fabricar falsos emagrecedores são presos no Paraguai (Foto: Reprodução)
Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF
Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya, e Jeferson Oliveira dos Santos, apontados pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como integrantes da cúpula de um esquema de fabricação e distribuição clandestina de anabolizantes e falsos emagrecedores, foram presos no Paraguai nesta quarta-feira (12).
Segundo a investigação, o grupo usava Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, como rota para trazer de forma clandestina insumos do país vizinho e distribuir os produtos para outros estados.
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Em Foz do Iguaçu, cinco pessoas foram presas por determinação judicial durante a operação. Outras duas foram presas em flagrante por posse de armas e munições. A identidade deles não foi divulgada.
Segundo a investigação, a cidade também abrigava um núcleo responsável pela lavagem do dinheiro obtido com a venda dos produtos. O grupo atuava com doleiros no Paraguai e na fronteira para ocultar a origem dos valores e reinseri-los no esquema.
Os insumos trazidos do Paraguai eram levados para outros pontos do país, onde os suspeitos fabricavam os anabolizantes e medicamentos de forma clandestina. Depois, os produtos eram distribuídos para diferentes estados.
Duas pessoas foram presas no Paraguai
Noelia Duarte
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os anabolizantes eram produzidos de forma caseira e precária, com substâncias hormonais, diuréticas e estimulantes.
💡 Os esteroides anabolizantes são drogas, administradas principalmente por via oral ou injetável, que se assemelham à testosterona ou outros andrógenos (hormônios masculinos produzidos nos testículos). Conforme a legislação brasileira, esses produtos estão sob controle especial e só podem ser vendidos em farmácias e drogarias mediante receita médica.
Os agentes cumpriram 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 32 milhões dos investigados – 25 veículos de luxo foram apreendidos. Até a última atualização desta reportagem, cerca de 30 pessoas foram presas em vários estados.
Além disso, 13 estabelecimentos foram fechados e 22 perfis em redes sociais foram derrubados.
Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF
PCDF/Reprodução
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Como funcionava o esquema
Segundo a investigação, o grupo tinha uma estrutura dividida em núcleos no Distrito Federal, Goiás, Paraíba e Paraná. Os suspeitos são investigados por fabricar, falsificar, armazenar e vender anabolizantes, medicamentos, substâncias controladas e termogênicos adulterados.
Em Foz do Iguaçu, segundo a PCPR, uma fornecedora e o marido coordenavam o abastecimento dos produtos para outros estados.
A investigação também aponta que médicos veterinários ligados ao grupo emitiriam receitas falsas para permitir a compra de medicamentos de uso controlado em estabelecimentos agropecuários.
Para tentar dar aparência de legitimidade aos produtos, os suspeitos usavam rótulos em línguas estrangeiras e bandeiras de outros países, segundo a Polícia Civil. Nutricionistas e treinadores também são investigados por supostamente recomendar as substâncias.
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