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Defesa de detento que morreu na Papuda, no DF, denuncia demora no atendimento médico

Detento morre após passar mal na Papuda; defesa denuncia demora no atendimento médico Um detento morreu após passar mal no Centro de Detenção Provisória (...

Defesa de detento que morreu na Papuda, no DF, denuncia demora no atendimento médico
Defesa de detento que morreu na Papuda, no DF, denuncia demora no atendimento médico (Foto: Reprodução)

Detento morre após passar mal na Papuda; defesa denuncia demora no atendimento médico Um detento morreu após passar mal no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Penitenciária Papuda, no Distrito Federal, na madrugada de terça-feira (16). Segundo a defesa, Athur de Carvalho Vidal, de 24 anos, não recebeu atendimento médico a tempo. Os advogados dizem que Arthur era paciente oncológico e havia feito uma cirurgia meses atrás, para tratar uma hérnia. Arthur passou mal na noite da segunda-feira (15), mas o atendimento médico teria sido marcado apenas para a manhã de terça (16), segundo a defesa. Arthur teria agonizado durante a madrugada e não resistiu. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária do DF disse que policiais penais de plantão foram acionados na madrugada de terça, por custodiados de uma cela, e chamaram o SAMU. "Ao chegar, a equipe do SAMU constatou o óbito do custodiado. O corpo não apresentava sinais de violência nem hematomas", diz a secretaria. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Causa da morte Arthur de Carvalho Vidal morreu na Penitenciária Papuda, no DF reprodução Segundo a defesa de Arthur, a causa da morte foi identificada como peritonite — perfuração intestinal e aderências intestinais pós-cirúrgicas. A defesa esclarece que o estado de saúde do custodiado já era de conhecimento da administração prisional, e diz que procurou a direção da unidade na semana anterior para tratar da necessidade de atendimento médico adequado. Os advogados pediram que a 30ª Delegacia investigue o caso, para apurar as circunstâncias da morte e eventual responsabilidade decorrente dos fatos. Athur de Carvalho Vidal será enterrado nesta quarta-feira (17), no Cemitério de Planaltina. O que diz a defesa do detento "A defesa de ARTHUR DE CARVALHO VIDAL informa que, em 16 de junho de 2026, foi comunicada pelo Complexo Penitenciário Masculino do Distrito Federal sobre o falecimento do apenado enquanto se encontrava sob custódia do Estado. Segundo boletim expedido pelo Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi identificada como peritonite, perfuração intestinal e aderências intestinais pós-cirúrgicas. A defesa esclarece que o estado de saúde do custodiado já era de conhecimento da administração prisional, tendo o advogado Dr. Willian Vasconcelos procurado a direção da unidade na semana anterior ao óbito para tratar da necessidade de atendimento médico adequado. Diante dos fatos, foi requerido à autoridade policial responsável pela 30ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal a instauração de inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte e eventual responsabilidade decorrente dos fatos. A Constituição Federal assegura às pessoas privadas de liberdade o direito à vida, à dignidade e à assistência à saúde, cabendo ao Estado garantir a integridade física daqueles que se encontram sob sua custódia. A defesa também manifesta preocupação com o crescente número de notícias envolvendo falecimentos de pessoas presas nos últimos meses, circunstância que reforça a necessidade de fortalecimento da assistência médica no sistema penitenciário. O Estado, na condição de garantidor da integridade física e da vida das pessoas que se encontram sob sua custódia, possui o dever constitucional e legal de assegurar atendimento médico adequado, tempestivo e eficiente, seja mediante o fortalecimento das equipes de saúde atuantes na Unidade Básica de Saúde do complexo penitenciário, seja por meio da implementação de soluções estruturais capazes de atender, de forma efetiva, a população carcerária. Nas próximas horas, a defesa acompanhará o andamento das investigações, por entender que tanto a família quanto a sociedade têm o direito de conhecer, com transparência, as circunstâncias que levaram ao falecimento do custodiado. A apuração rigorosa é um direito da família, que merece saber se o falecimento decorreu de uma fatalidade inevitável ou de eventual omissão estatal, e também é um direito da coletividade ter acesso à informação sobre como são assegurados os direitos fundamentais das pessoas submetidas à custódia do sistema penitenciário. Por respeito à memória de Arthur de Carvalho Vidal e à dor de seus familiares, a defesa espera que os fatos sejam apurados com a máxima celeridade, independência, transparência e responsabilidade." O que diz a Secretaria de Administração Penitenciária "A Secretaria de Administração Penitenciária informa que, durante a madrugada do dia 16/06, policiais penais de plantão no Centro de Detenção Provisória foram acionados por custodiados de uma cela, que relataram que um dos reeducandos estava passando mal e desacordado, próximo à porta da cela. De imediato, o adjunto de plantão acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Enquanto aguardavam o atendimento, os custodiados que dividiam a cela com o homem, de 24 anos, foram transferidos para outro local, a fim de garantir a segurança da equipe de socorro. Ao chegar, a equipe do SAMU constatou o óbito do custodiado. O corpo não apresentava sinais de violência nem hematomas. Em seguida, a cela foi isolada e o corpo removido para o Instituto Médico Legal (IML), para a realização dos exames cabíveis e da perícia da Polícia Civil. O tratamento de pacientes oncológicos no sistema penitenciário é realizado por hospitais públicos de referência no Distrito Federal, especializados nesse tipo de assistência. Os custodiados com diagnóstico de câncer são acompanhados por equipes de saúde compostas por médicos, enfermeiros e psicólogos da Secretaria de saúde que integram a estrutura orgânica das unidades penais. Quando há necessidade de procedimentos mais complexos, o custodiado é encaminhado a uma unidade de saúde para a realização do tratamento e, após o atendimento, retorna ao sistema prisional." LEIA TAMBÉM: JOGOS ELETRÔNICOS: big techs são condenadas por falha na proteção de crianças PF FAZ INSPEÇÃO: avião da Azul é esvaziado antes da decolagem no Aeroporto de Brasília Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.