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O caminho do sangue: veja como uma doação feita no interior do AM chega até quem precisa

Caminho do sangue: veja como uma doação feita no interior do AM chega até quem precisa O sangue doado por voluntários no interior do Amazonas passa por uma ...

O caminho do sangue: veja como uma doação feita no interior do AM chega até quem precisa
O caminho do sangue: veja como uma doação feita no interior do AM chega até quem precisa (Foto: Reprodução)

Caminho do sangue: veja como uma doação feita no interior do AM chega até quem precisa O sangue doado por voluntários no interior do Amazonas passa por uma série de etapas antes de chegar aos pacientes que precisam de transfusão. O processo envolve coleta, transporte, exames e separação dos componentes para garantir a segurança do tratamento. Em comemoração ao Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado no último domingo (14), o Jornal do Amazonas 1ª edição inicia uma série de três reportagens que mostra o caminho percorrido pelo sangue doado no estado. Neste exato momento, enquanto uma pessoa doa sangue, outra pode estar esperando por esse gesto para continuar vivendo. A doação voluntária, sem fins lucrativos, é essencial para manter os estoques e atender pacientes em hospitais. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Em Parintins, no interior do Amazonas, o enfermeiro Tiago Roosevelt Mota da Costa é um dos doadores que ajudam a manter os estoques abastecidos. Por trabalhar em uma unidade hospitalar, ele acompanha de perto a importância da doação. "É muito importante, porque como eu convivo na unidade hospitalar, nós conseguimos visualizar os pacientes que precisam realmente e a carência que há no estado e até no país de doações, de bolsas de sangue. Então nós nos comovemos com essa situação. É claro que vem o sentimento de gratidão por ver as pessoas depois saindo bem", contou. Durante uma doação, Tiago lembrou de uma paciente atendida no hospital onde trabalha. O último plantão que realmente eu dei tinha uma moça que precisou de plasma e também considerado de ameaça. Eu vi o estado em que ela chegou e o estado em que ela saiu. Então é gratificante a gente ser doador para ver o paciente, o cidadão que precisa sair bem e com saúde", relatou. Em Tabatinga, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, a doação também ajuda a manter os estoques. A coleta é feita no hospital militar, com apoio de moradores da região, incluindo pessoas de Benjamin Constant. Para a dona de casa Diana da Silva, doar sangue é uma forma de ajudar outras pessoas. "É o ato de salvar muitas vidas, ajudar aquelas que precisam. É gratificante ajudar o próximo", afirmou. O professor Ney Carlos Nascimento começou a doar depois que o pai sofreu um acidente e precisou de sangue. "Quando meu pai sofreu um acidente e teve que vir para o hospital militar me deu esse anseio de poder doar. Ele estava precisando de sangue e eu tive que doar, mas às vezes a gente doa sem saber que vai ser beneficiado. Esse é um ato de gratidão porque quem sabe amanhã não sejamos nós precisando. Se você doa sangue, você tem amor ao próximo", disse. Logística para garantir a segurança do sangue Mas, até uma bolsa coletada no interior chegar a um paciente, existe uma longa operação de transporte, análise e preparação. O Hemocentro do Amazonas (Hemoam) mantém postos de coleta e transfusão na capital e no interior do estado. As amostras de Parintins seguem de barco até Manaus. Já em Tabatinga, por causa da distância, o material é transportado por via aérea. A logística faz parte de uma rede organizada pelo Ministério da Saúde. Ao todo, são 13 núcleos testadores no país, e um deles funciona no Amazonas. Além do sangue coletado em Manaus e nos municípios do estado, o Hemoam também recebe e testa amostras de Roraima e Rondônia. Todo o material passa por equipamentos de alta tecnologia antes de ser liberado para uso. Segundo o gerente de sorologia do Hemoam, Marcelo Hipólito, os testes identificam possíveis alterações no sangue doado. O caminho do sangue veja como uma doação feita no interior do AM chega até quem precisa Reprodução/Rede Amazônica "As amostras são submetidas aos testes de sorologia e de biologia molecular e aí nós avaliamos no sangue do doador os marcadores de HIV, hepatite B, hepatite C, malária, sífilis. Ao todo são 12 marcadores", explicou. Os resultados saem em poucas horas. Quando não há alterações, as bolsas seguem para a próxima etapa: a separação dos componentes. "Por exemplo, o doador veio aqui voluntariamente e dou uma bolsa, mas ainda assim temos mais duas bolsinhas satélites, aonde vamos fazer o fracionamento do restante dos hemocomponentes", disse. Coleta de sangue no Amazonas Reprodução/Rede Amazônica Uma doação que passa por várias etapas até salvar vidas No setor de fracionamento, o sangue é dividido em hemácias, plaquetas e plasma. Cada componente tem uma função específica no tratamento dos pacientes. "Já levamos em torno de oito horas para extrair os hemocomponentes. Nós não doamos dinheiro, nós não doamos ouro, nós doamos o sangue, que é uma coisa fenomenal, linda de se fazer", completou Marcelo Reis. No fim do caminho, uma doação feita em poucos minutos passa por muitas mãos, equipamentos e cuidados até chegar a quem precisa. Para a estudante Camila Silveira, o gesto representa uma forma de ajudar. "A gente conseguir doar e ajudar quem precisa. Não tem outra sensação. A gente se sente útil de alguma forma", disse.