Pela primeira vez, Defesa Civil emite alerta sonoro em celulares de moradores de Curitiba por risco de tempestade
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Reprodução/RPC
Curitiba recebeu, neste sába
58 minutos atrás
Cavalgada homenageia Yasmin Amorim, menina com câncer que teve R$ 2,5 milhões destinados ao tratamento desviado por empresários
Cavalgada homenageia menina com câncer que teve dinheiro destinado ao tratamento desviado
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Marcos Landim/RPC
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07/02/2026 19:13
Cavalgada homenageia Yasmin Amorim, menina com câncer que teve R$ 2,5 milhões destinados ao tratamento desviado por empresários (Foto: Reprodução)
Cavalgada homenageia menina com câncer que teve dinheiro destinado ao tratamento desviado
Yasmin Amorim, de 12 anos, foi enterrada na tarde deste sábado (7) em Cascavel, no oeste do Paraná. O velório ocorreu na Capela Central da cidade, de onde saiu uma cavalgada em homenagem à menina até um cemitério na região sul. Yasmin era apaixonada por cavalos, e familiares e amigos participaram do cortejo como forma de despedida. Assista acima.
A menina era portadora de um tipo de câncer agressivo chamado neuroblastoma e ficou conhecida depois que empresários desviaram R$ 2,5 milhões do tratamento dela. Ela morreu na sexta-feira (6).
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Nas redes sociais, a mãe de Yasmim, Daniele Aparecida Campos, informou que a filha estava internada no Hospital do Câncer de Cascavel. A menina convivia com a doença desde 2018, quando tinha cinco anos.
"Ela tinha um tumor no pescoço e no tórax, iniciou o tratamento, graças a Deus foi um sucesso o tratamento dela. Ela entrou em remissão, não tinha mais células cancerígenas e em 2020, infelizmente, ela teve uma recidiva, a doença voltou", contou a mãe Daniele Aparecida Campos.
Daniele relembra que foi iniciado um novo tratamento de quimioterapia associado ao transplante de medula óssea. Novamente curada, a menina voltou a ter uma vida normal. Mesmo após cirurgias, fisioterapia e transplante de medula, a doença retornou.
Cavalgada homenageia Yasmin Amorim, menina com câncer que teve R$ 2,5 milhões destinados ao tratamento desviado por empresários
Sidney Trindade
Por isso, em 2024, a família buscou na Justiça o custeio de um tratamento com medicamentos importados, avaliados em cerca de R$ 2,5 milhões. Com isso, foi determinado que o governo do Paraná custeasse o medicamento chamado Danyelza.
Após a apresentação de três orçamentos, a empresa Blowout Distribuidora, Importação e Exportação Eireli foi escolhida para fornecer os remédios. No entanto, a empresa subcontratou outra importadora, que não entregou os medicamentos de forma completa.
O hospital recebeu apenas uma ampola do medicamento Danyelza, quando eram necessárias seis. Outro medicamento, chamado Leukine, também foi entregue parcialmente: das 60 caixas previstas, apenas 10 chegaram, além de versões genéricas.
Na época, a Polícia Civil solicitou o bloqueio das contas das empresas envolvidas. As investigações apontaram que as contas estavam praticamente sem saldo. Segundo a polícia, os responsáveis pelas empresas já tinham antecedentes por crimes de estelionato.
Yasmin está em cuidados paliativos em Cascavel
Arquivo RPC
Enquanto a Justiça tentava recuperar os valores desviados, o governo do Paraná chegou a autorizar uma nova compra emergencial da medicação. Yasmin concluiu a primeira fase do tratamento no fim de 2024, sem resposta significativa.
Em 2025, a menina iniciou a segunda fase, mas não conseguiu concluir o protocolo. Por isso, a doença avançou.
Relembre o caso
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Medicamento necessário para tratamento de câncer agressivo
RPC Curitiba
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Empresários condenados
Lisandro Henrique Hermes e Polion Gomes Reinaux responsáveis pela compra da medicação, foram condenados por estelionato. As penas somam quatro anos, nove meses e cinco dias de prisão em regime inicialmente fechado. Eles estão presos desde agosto do ano passado. Um terceiro denunciado foi absolvido.
Segundo a sentença, os réus usaram a reputação de suas empresas para ganhar a confiança das vítimas e se aproveitaram da estrutura pública para obter vantagem indevida.
A juíza afirmou que as consequências do crime foram graves, uma vez que o atraso no tratamento fez com que a menina precisasse usar morfina a cada uma hora para suportar as dores enquanto aguardava o remédio.
“Apesar de a sentença ser importante ao condenar os réus por estelionato, entendemos que ela ainda pode ser reformada para incluir crimes mais graves, diante da dimensão do caso”, afirmou Allan Lincoln, assistente de acusação.
A defesa de Lisandro Henrique Hermes informou que vai recorrer da decisão e sustenta que ele não participou de nenhuma ação criminosa. A defesa de Polion Gomes Reinaux não se manifestou até a última atualização desta reportagem.
“Sinto alívio, mas também revolta. A gente revive toda a angústia daquela espera”, disse a mãe da menina, Daniele Aparecida Campos.
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